Métodos de Ensino de Língua Estrangeira

O ensino
de línguas estrangeiras pode ter por base diferentes concepções acerca da
linguagem, bem como, de que modo essas línguas podem ser aprendidas e
ensinadas, estando o ensino vinculado a decisões sobre o conteúdo programático
e sua sequência.
Em
função disso, o ensino de línguas estrangeiras enfrenta inúmeras críticas e
questionamentos, tendo em vista a priorização da necessidade de se avaliar e
pensar o ensino de maneira mais condizente com a realidade do aluno, do
professor e da escola.
Uma ferramenta
de suma importância, para podermos refletirmos como estamos dando as nossas
aulas, são os métodos de ensino. Com essa informação poderei observar qual
método o professor que irei observar esta aplicando. Além de poder estudar
qual o melhor método para poder aplicar no estágio supervisionado II ou
métodos, além de levar esse aprendizado para a minha vida profissional.
O
professor ao motivar e estimular o aprendizado dos seus alunos, utiliza-se de
estratégia de ensinos que chamamos de métodos. Foram desenvolvidos ao longo do
tempo vários tipos de métodos de ensinos. Não existe assim um método perfeito,
ou melhor do que os demais. O professor deve ter conhecimento dessa variedade
de métodos e de acordo com sua turma aplicar aquele que se adapta melhor
naquela turma. Podendo também adaptar utilizando partes de vários métodos, caso
seja necessário. Vejamos alguns dos métodos.
I
- O método da gramática e tradução (AGT) É sempre um processo
dedutivo, partindo da regra para o exemplo. Basicamente, esse método consiste
no ensino da segunda língua pela primeira. Toda informação necessária para
construir uma frase, entender um texto ou apreciar um autor, é dada através de
explicação na língua materna do aluno. Os três passos essenciais para
aprendizagem da língua: a) memorização prévia de uma lista de palavras; b)
conhecimento das regras necessárias para juntar essas palavras em frases; c)
exercícios de tradução e versão. O
Método tem como características principais: as aulas são ministradas na língua
materna do aluno, havendo pouco uso ativo da língua-alvo; os
alunos deverão ter domínio da terminologia gramatical e o conhecimento profundo
das regras do idioma com todas as suas exceções; a
leitura dos textos clássicos difíceis é feita em estágios iniciais; a
tradução da língua-alvo para a língua materna é um exercício típico; pouca
atenção é dada ao conteúdo dos textos, que são tratados como exercício de
análise gramatical, entre outros.
A
ênfase está na língua oral, mas a escrita pode ser introduzida já nas primeiras
aulas. O uso de diálogos situacionais e pequenos trechos de leitura são o ponto
de partida para exercícios orais e escritos. Assim é usada pela primeira vez no
ensino de línguas estrangeiras a integração das quatro habilidades: ouvir,
falar, ler e escrever.
O
aluno é primeiro exposto aos “fatos” da língua para mais tarde chegar a sua
sistematização. O exercício oral deve preceder o escrito. A técnica da
repetição é usada para o aprendizado automático da língua. O uso de diálogos
sobre assuntos da vida diária tem por objetivo tornar viva a língua usada na
sala de aula. O ditado é abolido como exercício. Características: as lições começam com diálogos e
anedotas breves, em estilo moderno de conversação; ações e ilustrações são usadas para
esclarecer o significado desse material; não é permitido o uso da língua
materna, o que significa que a tradução para a língua materna do aluno é
abolida, entre outras.
Método Audiolingual
(AAL) - Esse método baseia-se nas seguintes premissas:a) língua é
fala, não escrita; b) língua é um conjunto de hábitos; c) ensine a língua, não
sobre a língua; d) a língua é o que os falantes nativos dizem, não o que alguém
acha que eles deveriam dizer; e) as línguas são diferentes. A
partir disso, o aluno só deve ser exposto à escrita quando os padrões da língua
oral já estiverem bem automatizados, porque, para os estudiosos dessa área, a
escrita é uma fotografia muito mal feita da fala. Por outro lado, o aluno não
aprende errando, pois, nessa concepção metodológica, acredita-se que quem erra acaba aprendendo os
próprios erros. O que vale afirmar que um aluno aprende uma língua pela
prática, não através de explicitações ou explicações gramaticais. A tarefa
primordial do planejamento de cursos é detectar as diferenças entre a primeira
e a segunda língua, concentrando-se aí as atividades.
Community
Language Learning Importante: reações físicas, instintivas e
vontade de aprender entre si; Professor: deveum bom relacionamento
comunitário na classe; sempre alerta para a necessidade de apoio que
seus alunos têm com relação a seus medos e inseguranças na aprendizagem; Alunos:
Sempre bem informados quanto ao que deve acontecer em cada atividade, com o
controle da interação /são constantemente convidados a dizer como se
sentem e o professor deve ser capaz de compreender suas reações; Aprendizagem
lingüística: visa à comunicação e expressão de idéias e A cooperação, e não a
competição deve ser incentivada.
Método
Natural Esse método tem por objetivo desenvolver a aquisição (uso
inconsciente das regras gramaticais) da língua em vez da aprendizagem (uso
consciente). Dessa forma, a fala surgirá naturalmente, sem pressão do professor. A
premissa básica é que o aluno deve receber um INPUT lingüístico quase
totalmente compreensível, de modo a ampliar sua compreensão da L2. Características
principais são: a
pronúncia não é enfatizada e encara-se a perfeição como uma meta não realística; o
aluno é responsável pela própria aprendizagem; a
gramática é ensinada indutivamente; os
erros são vistos como algo inevitável, algo que pode ser usado construtivamente
no processo de ensino; espera-se
do professor tanto uma boa proficiência geral da língua-alvo (L2) como
habilidade de analisar a língua.
Total
Physical Response Foco: na aprendizagem prazerosa da língua; Atividades
divertidas e engraçadas, movimento corporal é um grande
recurso para ajudar na compreensão; Alunos: repetição de comandos com
posterior demonstração e Apresentação das estruturas, após seu domínio: leitura
e escrita.
Communicative Language Teaching, também chamado Communicative
Approach ouFunctional
Approach, é a versão britânica do movimento iniciado no início da década
de 60 em reação ao estruturalismo (estudo das formas da língua, de sua
estrutura gramatical) e do behaviorismo (reflexos condicionados moldando o comportamento).
Na abordagem comunicativa, a unidade básica da língua, que requer atenção, é o
ato comunicativo, ao invés da frase. A função se sobrepõe à forma, e
significado e situações é que inspiram a planificação didática e a confecção de
materiais. Competência comunicativa passa ser o objetivo em vez do acúmulo de
conhecimento gramatical ou da estocagem de formas memorizadas. Sem dúvida, a
abordagem comunicativa representa uma evolução inteligente em direção a um
ensino-aprendizado de línguas mais humano e centrado nos interesses do
aprendiz. É a abordagem comunicativa que inspira os métodos hoje mais eficazes.
Serão entretanto menos eficazes esses métodos se limitarem-se a atividades tipo role-play artificializadas em sala de aula.
Serão, isto sim, mais eficazes se proporcionarem familiarização, construção e
aquisição de habilidades comunicativas através de interação humana, de
situações reais de comunicação em ambientes multiculturais.
Participatory Approach, também conhecido como
o Método Paulo freire (Ensino de Línguas): levantamento do universo vocabular dos
alunos; Pressupostos: afetividade, conscientização, liberdade e
critica; Professores e aprendizes : aprendem e ensinam em comunhão; Leitura: capacidade
de interpretar, compreender, criticar, resignificar e produzir conhecimento. A
aplicabilidade desse método é possibilitar o estabelecimento de novos tipos
de trocas simbólicas com outros indivíduos, acesso a bens culturais envolvendo
da língua materna com outras
nacionalidades.
Temos
métodos suficientes basta sabermos escolhê-los para aplicá-los.
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