Aula com videos interativos do Estádio Supervisionado do Curso de Letras
Nunca na
escola se discutiu tanto quanto hoje assuntos como falta de limites,
desrespeito na sala de aula e desmotivação dos alunos. Nunca se observou tantos
professores cansados, estressados e, muitas vezes, doentes física e
mentalmente. Nunca os sentimentos de impotência e frustração estiveram tão
marcantemente presentes na vida escolar.
Por essa
razão, dentro das escolas as discussões que procuram compreender esse quadro
tão complexo e, muitas vezes, caótico, no qual a educação se encontra
mergulhada, são cada vez mais freqüentes. Professores debatem formas de tentar
superar todas essas dificuldades e conflitos, pois percebem que se nada for
feito em breve não se conseguirá mais ensinar e educar. Entretanto, observa-se
que, até o momento, essas discussões vêm sendo realizadas apenas dentro do
âmbito da escola, basicamente envolvendo direções, coordenações e grupos de
professores. Em outras palavras, a escola vem, gradativamente, assumindo a
maior parte da responsabilidade pelas situações de conflito que nela são
observadas.
Computadores
e programas de última geração, projetos multi e interdisciplinares de todos os
tipos e para todos os gostos, avaliações participativas, enfim uma infinidade
de propostas e atividades visando a, principalmente, atrair os alunos para os
bancos escolares. Não é mais suficiente a idéia de uma escola na qual o
individuo ingressa para aprender e conhecer. Agora a escola deve também
entreter.
As
relações humanas, embora complexas, são peças fundamentais na realização
comportamental e profissional de um indivíduo. Desta forma, a análise dos
relacionamentos entre professor/aluno envolve interesses e intenções, sendo
esta interação o expoente das consequências, pois a educação é uma das fontes
mais importantes do desenvolvimento comportamental e agregação de valores nos
membros da espécie humana
Segundo FREIRE (1996: 96), “o bom professor é o que consegue,
enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento.
Sua aula é assim um desafio e não uma cantiga de ninar. Seus alunos cansam, não
dormem. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento,
surpreendem suas pausas, suas dúvidas, suas incertezas”.
Ainda segundo o autor, “o professor autoritário, o professor
licencioso, o professor competente, sério, o professor incompetente,
irresponsável, o professor amoroso da vida e das gentes, o professor mal-amado,
sempre com raiva do mundo e das pessoas, frio, burocrático, racionalista,
nenhum deles passa pelos alunos sem deixar sua marca”.
A professora Gina em continuidade
da aula de estagio, apresentou novas temáticas sobre a importância do papel do professor

O professor não é mais o
detentor do conhecimento, que só transmite a informação. Hoje sabemos que há
uma troca, esta deve ser realizada de acordo com perfil dos alunos que compõem
a turma na qual o orientador ensina. O Vídeo do Pateta mostrado na aula
da professora Gina mostra uma realidade de maneira divertida e irônica ao mesmo
tempo, pois o próprio personagem que tem o nome de “pateta” é o professor que
numa sala de aula tentar passar o conteúdo para uma turma totalmente
pluralizada com comportamentos de estudantes dos mais diferentes possíveis. Portanto, foi mostrado que apesar das dificuldades que
encontraremos numa sala de aula, nós futuros professores não devemos estar
desmotivados e apáticos, temos que acreditar que em nosso potencial e utilizar
nossa criatividade com métodos que atraiam a atenção dos alunos e torne a aula
mais atrativa e envolvente.
https://www.espacoacademico.com.br
Em seguida foi apresentado trechos do filme – O Substituto

A história de um
professor de ensino médio, que apesar de ter o dom nato para se comunicar com
os jovens, só dá aulas como substituto. Mas o ponto principal da história é
quando ele é chamado para lecionar em uma escola pública, se encontra em meio à
professores desmotivados e adolescentes violentos. Daí em diante ele vai aos poucos começar a perceber como pode
fazer a diferença na vida daqueles alunos. Portanto, o filme não retrata o enredo de um simples professor que com uma sensibilidade
critica e de maneira inteligente a temática nos resgata a história entre alunos que são dirigidos por
uma diretora que prioriza, ao invés da educação, os interesses egoístas vinculado
ao caos das instituições públicas que infelizmente é uma realidade em nosso país.
Com isso, o filme nos remete a uma melhoria
existencial humana não com a missão que é possível salvar a educação em todas
as escolas, mas podemos, sim, dentro da nossa realidade começar a salvar um pouco
dessa humanidade tão desacreditada dos poderes públicos e dos nosso próprios
medos e frustrações.
Vamos em frente
nessa conquista na qual a educação é a nossa vitória!
Nenhum comentário:
Postar um comentário